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Haruki Murakami

E eu tinha a ilusão de conseguir redigir um post inteiro para cada leitura minha…

Por enquanto estou num ritmo muito maior do que eu esperava conseguir, e finalizei 10 leituras até o momento, neste ano. Vamos aos 6 livros que ainda não receberam comentários!

Hotel Íris, de Yoko Ogawa
Eu digo que, de certa forma, gostei da leitura, apesar das situações serem um pouco desagradáveis de se ler, para mim. E justamente esse quê de desagradável me parece ser parte da intenção da autora, desde da descrição do próprio hotel, como das personagens que convivem com a protagonista. Não é nenhuma leitura genial e eu dificilmente recomendaria a outra pessoa, mas imaginei que iria seguir por um caminho pior, o que pelo menos não aconteceu.

Flores, de Mario Bellatin
O livro é brilhante, desde de seu conteúdo até a concepção do projeto gráfico que agrega muitos significados e fortalece o conceito que permeia toda a narrativa. Os breves flashes de um número fechado de personagens são narrados a partir de uma estrutura fragmentada, todos com títulos de diferentes flores. Só não acho que se pode chegar ao ponto de se dizer que os contos podem ser lidos em qualquer ordem, pois percebi uma certa lógica no posicionamento de algumas das histórias. Elas são autocontidas, mas para um melhor entendimento, faz mais sentido seguir a ordem já estabelecida pelo caderno. Eu diria que foi minha segunda melhor leitura até agora, atrás de O estrangeiro.

Tatuagem, piercing e outras mensagens do corpo, de Leusa Araújo
Bastante simples e quase didático, assim como o Mil-Folhas, que parece até mesmo pertencer a mesma ‘coleção’ de tipo de livros (ainda que isso seja invenção minha).

A fera na selva, de Henry James
É uma história curta e cativante, que frustra (intencionalmente) por conta do personagem principal. São muitos os temas neste livro e eu gostei de ler sobre a relação entre os protagonistas. É uma história para ser lida mais de uma vez. Eu sei que parece que estou apenas seguindo o catálogo da Cosac Naify, mas apesar de eu realmente gostar demais desta editora, estava de fato com alguns vários títulos estacionados dela após insistentes recomendações e insistentes saldões da loja virtual de fim de ano!

South of the Border, West of the Sun, de Haruki Murakami
Estava esperando algo bizarro acontecer, mas nada houve! Brincadeira… enfim, eu gosto das narrativas mais realistas do autor, mas esta não achei tão legal por conta da situação em geral do protagonista. Sei que todos os livros do Murakami contam com um protagonista arquétipo muito bem-definido (e repetido em suas obras) rodeado pelas muito mais interessantes mulheres que povoam sua vida. Para mim, esta é uma fórmula que funciona muito com a escrita dele, mas a situação neste livro mexeu em um ponto que me irrita profundamente, apesar de não ser uma questão exatamente pessoal. Em resumo: é um livro bom, e me fez sentir coisas, haha. Recomendado.

O Alienista, de Machado de Assis
Apesar de eu amar aquela velha quase-trilogia-simbólica-vestibularesca do Machado, eu praticamente não li quase nada fora alguns outros contos dele, e ando sentindo muita vontade de me aventurar mais pela literatura brasileira, que é com certeza um dos pontos mais fracos das minhas leituras em geral. Gostei, mas senti falta de personagens mais marcantes!

E no momento, estou lendo 14 Contos de Kenzaburo Oe, com o Moby-Dick em pausa indefinida.

super-frog Prevejo que este ano terei uma verdadeira maratona de Murakamis para ler. Ano passado, comprei todos os livros dele disponíveis na Amazon que eu ainda não havia lido (+ o House of Leaves, que também pretendo ler em seguida).

Terminei hoje o After the Quake, um livro de contos que foi oficialmente minha primeira leitura do ano. Definitivamente não está no meu topo dos melhores livros do autor, mas a última história (Honey Pie) me agradou em grandes quantidades e fez o livro para mim. Apesar de eu gostar muito dos wat e WTFs do Murakami, aprecio ainda mais quando ele se ‘aventura’ a fazer algo mais realista.

Em outras novidades, tenho alguns planos para este blog. Pretendo terminar tudo o que comecei e também organizar melhor os meus pensamentos em um post sobre o A Dance With Dragons.

Até lá!

Haruki Murakami

“Auto-confiança; quando era um adolescente? Porque eu sabia o que amava. Eu amava ler; eu amava ouvir música; e eu amava gatos. Estas três coisas. Então, mesmo que eu fosse um filho único, eu poderia ser feliz pois sabia o que amava. Estas três coisas não mudaram desde minha infância. Eu sei o que amo, mesmo agora. Isso é auto-confiança. Se não sabe o que ama, você está perdido.” Haruki Murakami: ‘I took a gamble and I survived’.

Haruki Murakami é um amante de música que já chegou a ter um bar de jazz, escritor super reconhecido e maratonista. Basicamente, um BAMF.

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