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Aventuras de Tintin

Aventuras de Tintin

Li muitos comentários e resenhas mas eu tinha que fazer meu textinho próprio sobre o topete bacana, Tintin!

Sim, este filme é excelente. Sério, vale a pena e em 3D ele nunca é cansativo e ruim de se ver, e olha que eu normalmente detesto filmes com essa tecnologia (uma outra coisa, o trailer 3D de Hugo me pareceu extremamente promissor, terei que ver no cine!). E o melhor, ele me deu também uma grande vontade de reler os álbuns, o que farei assim que terminar este texto.

Acabei vendo legendado mais por uma questão de horário, mas acho que é bem possível que eu acabe assistindo novamente pra ver como é dublado (infelizmente apenas o Oberdan Jr. voltou dando voz ao protagonista). Eu tinha altas expectativas para este filme e todas elas foram correspondidas: quase me senti como criança novamente, no bom sentido, com as cenas de ação, as cores vibrantes e aqueles personagens da minha infância agora numa enorme tela e com detalhes visuais simplesmente estonteantes.

AWW COMO ASSIM?!

Aww. Eu adorei toda a ação, mas esse foi o meu momento preferido!

Tá certo que há mesmo um fator emocional relativamente forte para mim e, vendo que a grande maioria dos que estavam na mesma sessão eram pessoas mais velhas, isso provavelmente também é verdade para muitos deles. A homenagem ao Hergé foi apropriada e uma graça! Mas o que dizer quando ver as cenas de ação que levam Tintin ao velho Karaboudjan já me deram um brilho no olhar diferente? Ah, que filme legal! (detalhe que só ouvir novamente eles falarem no Karaboudjan me deu fortíssimas ondas de nostalgia, haha)

Foram adaptados 3 álbuns: O Segredo do Licorne, O Tesouro de Rackam, o Terrível e O Caranguejo das Tenazes de Ouro. Spielberg mostra também a diferença de se ter alguém imaginativo no comando com as diferentes e inspiradas transições de cena: parece algo banal, mas são pequenos momentos interessantíssimos de se ver. Achei que foi muito orgânica a fusão das 3 obras originais e, apesar de ter sentido falta de uma ou outra cena, em geral o roteiro foi muito inteligente na hora de escolher os principais pontos dos três. Além disso, eles não se sentiram intimidados em adicionar novos elementos na parada, o que sempre acho que extremamente positivo em qualquer adaptação. Há participações aqui e ali, referências a outros livros e easter eggs para os fãs por toda parte.

Aventuras de Tintin

Simon Pegg e Nick Frost como Dupond e Dupont? GENIAIS.

Algo que senti um pouco de falta foram justamente os quadros de respiro e de reflexão que existem nas páginas de Hergé. O filme é uma enorme coleção de cenas de ação e perseguição, extremamente bem executadas (apesar dos filmes mais recentes do Spielberg, ele mostra que sabe sim o que fazer com aventuras — vide Indiana Jones). Também não se perde muito tempo para caracterizar Tintin, o que é uma pena.

Devo comentar também a abertura, que foi empolgante e também repleta de referências. Eu já sabia que não ia ter a menor chance das faixas compostas para o desenho dos anos 90 apareceram por aqui (it’s John Williams, bitch!) mas a trilha sonora foi bem executada e, talvez acertadamente, não contém nenhuma grande faixa marcante ou icônica, servindo mais para complementar as cenas, que já são repletas o suficiente!

Se estamos prontos para mais uma aventura? Eu não tenho dúvidas, mal posso esperar pelo próximo filme!

A realização de que comprei 8 livros em 3 dias me mostra que talvez eu esteja exagerando um pouco na minha obsessão por livros. Me avaliem na escala “loser”!

Os livros adquiridos foram em sua maioria técnicos. E dentro destes, uma nova maioria: cinema!

Análise de imagens, principalmente. Semiótica e Teoria da Informação. O que eu posso dizer? Eu não estava indo muito com a cara da coisa, mas ando me interessando por desconstruções, conceitos e resenhas. Tá certo que eu não aguento mais ouvir falar em Memento — filme analisado por nós em nossa cadeira de Semiótica — mas ainda assim, tenho muito interesse em assistir e resenhar coisas com um nível técnico mais aprimorado.

Por fim, se o R.E.M. dominava completamente as paradas do meu last.fm, eles agora cederam seu lugar ao rei David Bowie. Esse cara é demais!

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