daehyun kim

Daehyun Kim aka Moonassi

Shearwater: Going is Song

Oh papai, estou perdido em seu sobretudo
Mas encontrei meu coração
Eu o arranquei de sua raiz
E disse uma vez
Disse duas
“Se eu viver, ou se morrer, estarei livre novamente”
E eu estava livre

Vim a amar os espaços das minhas entranhas
Os ventos que sopram
As folhas das amendoeiras
Que cresciam pelas estradas
Roçadas pela luz e nevadas
E irei para quão longe eu puder

Oh, alegria minha, inchando dentro de mim
Sinto seus olhos, mãos enquanto elas se formam em mim
Disse uma vez
Disse duas
Quando você morrer
Será livre novamente

Você é livre

philipp haager

philipp haager

Shearwater: Nobody
Ninguém

Seu pequeno gancho
Sua pequena pálpebra
A íris se dilata enquanto o coração implode
E quando ele vem
E você está sonhando
A boca dele ainda nega o que seu coração já sabe, oh não

Ninguém jamais saberia
Nenhuma luz na escuridão revelaria
Como seria sua resposta

E quando as bombas terminassem de cair
E as cinzas estivessem flutuando nas estradas
Pequena criança, como você levantou seus olhos para o ar
E as anciãs formas de corvos

E ninguém jamais saberia
Nenhuma mão ou olho mostraria
Como seria sua resposta

Agora para um momento meio anticlimático, mas enfim. Após apenas 4 posts do LENDO HOUSE OF LEAVES, encerro a série por aqui, pois terminei de ler este livro semana passada. Fiquei meio chocada, pois eu achava que ia levar muito tempo para terminar esse daí. Ainda tenho algumas fotos das páginas para postar, então a nova categoria que criei só para o livro não vai ficar completamente abandonada por mais algum tempo…

House of Leaves, de Mark Z. Danielewski

Um dos pouquíssimos livros pós-modernos que trabalham com a organização do espaço da página de forma competente, de fato acrescentando algo à narrativa. Fora alguns momentos um pouco cansativos, achei House of Leaves muito divertido e uma boa leitura. De fato, mesmo que ele seja taxado de livro de terror, esta é uma história mui humana, por maior que seja a relutância de Zampanò em entrar nestas análises em seu texto. As cartas finais também me tocaram bastante. Considerando também as críticas contra os textos acadêmicos e o humor inerente desta situação que já havia mencionado, eu quase poderia dizer que este livro consegue conciliar drama, terror e humor de forma muito natural.

Mil-Folhas, de Lucrecia Zappi

Um livro quase didático sobre a história de alguns doces. É extramemente visual e muito bem trabalhado nesse sentido. Digamos que você provavelmente não vai aprender nada de muito novo com ele, mas embora eu ainda seja relativamente nova, há um quê de infância nele e acho que isso se aplicaria a outras pessoas que pegaram este livro. Bem bacana.

O Estrangeiro, de Albert Camus

Este é o primeiro livro que leio do autor e apesar de curto, achei profundamente tocante, de certa forma (contraditória, por conta do estoicismo do personagem principal). Uma parte da genialidade para mim é justamente o tamanho desta história, pois imagino que há outros livros similares que gastam um número muito maior de páginas com menos conteúdo e história nele. A concisão do personagem e do livro em si me atraíram de uma forma que não sei explicar. Mas a melancolia é algo que eu consigo compreender. Não sei se é um livro para qualquer um, pois o existencialismo dele certamente afastaria algumas pessoas, mas para mim a leitura foi muito boa. Relerei!

Dica para os desconhecidos galantes inspirada neste fim de semana.

Se você quer dar em cima de mim, não se refira a mim como japonesa ou algo do tipo: esta é uma das coisas que mais me irritam pois com ou sem orgulho, sou brasileira.

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